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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

LFV

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas é  grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”.
8. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”.
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão… que o AMOR  existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim… e que valeu a pena!


(Luís Fernando Veríssimo)

sábado, 19 de janeiro de 2013

E eu chorei...

Têm dias que "ando tão a flor da pele, que qualquer beijo de novela me faz chorar", e sou chorona mesmo. Ando preocupada com pessoas que amo, e choro por qualquer coisa mais forte, ou até mais fraca. Uma boba chorona. Choro por uma cena mais tocante em um filme, por ver um menino sujo na rua, quando leio a Bíblia, quando oro, quando amo, quando ouço música. Não qualquer música. Tem algumas que...
Ultimamente tenho ouvido muito Chico Buarque, e me impressiono cada vez mais com a sensibilidade de suas letras, com a riqueza de suas melodias, com o sarcasmo velado e com a inteligência latente com que escreve. Estava ouvindo " O meu guri"  outro dia, quando dei por mim, meus olhos estavam marejados e comecei a chorar. Música forte cheia de pureza, e da crença de uma mãe que acredita em  um futuro bom para seu rebento. Mãe que em nenhum momento renega o filho e crê que ele realmente é capaz de vencer.  A promessa de "chegar lá", feita ainda criança  não está associada ao crime, não há mácula, somente crença pueril. Retrata fielmente a vida de vários meninos e meninas deste meu Brasil varonil, que não tem oportunidade, que vivem cercados pelo preconceito e entram no mundo do crime de maneira quase natural e por fim tem suas vidas finalizadas cedo demais. É uma música de 1981, mas parece que foi criada hoje, de tão atual. Quase nada mudou. Talvez a inocência das mães, só isso, porque a realidade é assim como retrata Chico.
E por falar nele de novo, estou apaixonada. Sorrio de mim mesma. Ando apaixonada há meses, mas estou falando do Chico agora. Tem cada coisa linda escrita por este homem, que como diz minha filha : "não há como não amar".  Letras fortes, letras suaves. Letras eróticas, políticas, sensuais, amorosas, fraternais, letras que me encantam cada vez mais.  Chico Buarque de Holanda, sou sua fã! Beijo.

Pedacinhos das que mais gosto: ( coisa difícil de escolher)

"Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia.."


"Me debrucei
Sobre teu corpo e duvidei

E me arrastei e te arranhei

E me agarrei nos teus cabelos

No teu peito (Nos teus pelos)..."



"Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock, para as matinês
..."




Haja post...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

De Bilac

Ouvir Estrelas

Ora ( direis ) ouvir estrelas!
Certo, perdeste o senso!
E eu vos direi, no entanto
Que, para ouví-las,
muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto

E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila.
E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas?
Que sentido tem o que dizem,
quando estão contigo? "

E eu vos direi:
"Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas
(Olavo Bilac)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

De Clarice

Quando Chorar

Há um tipo de choro bom e há um tipo de choro ruim. O ruim é aquele que as lágrimas correm sem parar e, no entanto, não dão alívio. Só esgotam e exaurem. Uma amiga perguntou-me, então, se não seria esse choro como de uma criança  com a angústia da fome. Era. Quando se está perto desse tipo de choro, é melhor procurar conter-se: não vai adiantar. É melhor tentar-se de forte, e enfrentar. É difícil, mais ainda menos do que ir-se tornando exangue a ponto de empalidecer.
Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respeitar a nossa fraqueza. Então são lágrimas suaves, de uma tristeza legitima a qual temos direito. Elas correm devagar e quando passam pelos lábios  sente-se aquele gosto salgado, límpido, produto da nossa dor mais profunda.
Homem chorar comove. Ele, o lutador, reconheceu sua luta às vezes inútil. Respeito muito o homem que chora. Eu já vi homem chorar. (Lispector, 25.11.1967)

sábado, 24 de novembro de 2012

Das minhas leituras atuais


Falei que comprei livros. Dois para ser exata, queria ter comprado mais, mas o real tá curto. Vou falar deles depois, quando estiver lendo-os. Agora estou lendo um que me foi emprestado com carinho e cuidado, para que eu me distraísse nas noites cariocas longe de casa,  e fortalecesse mais meu aprendizado. Obrigada! 
Não sou crítica literária e nem de filmes, contudo gosto de falar o que eu penso dos livros que leio e dos filmes que assisto. Estou em um nova caminhada, então leio todos os dias o maior livro de todos: a  Bíblia. E agora estou lendo também Nas Garras da Graça, de Max Lucado. Onde o autor indaga: pode alguma coisa separa-nos do amor que Cristo tem por nós? O livro fala da grande misericórdia que Deus tem por nós, falhos e pecadores e que Deus é forte suficiente  para sustentar-nos em todos os momentos de nossas vidas.
 Max Lucado, diz em sua obra uma verdade tão simples, e que às vezes fingimos não saber, ou não sabemos mesmo. Deus sempre nos fala, nós é que não ouvimos. Não ouvimos porque estamos ocupados com muitas outras coisas que julgamos mais importantes; não ouvimos porque não prestamos atenção; porque falamos demais ou simplesmente fingimos não ouvir. Estou gostando da linguagem clara e até didática que o livro tem, principalmente para uma iniciante como eu. Diz como usamos de nossa própria justiça para conduzir nossas vidas e nos afastamos de Deus, dia após dia.
Estou lendo devagarinho, saboreando cada linha, buscando as referências bíblicas para que eu me fortaleça cada vez mais e fique um pouco mais ciosa de que nada sei. Preciso aprender mais de Deus a cada dia. Preciso de um coração renovado, de uma fé aumentada, de uma entrega sem medidas, de não perder as esperanças, de confiar nas promessas e  de um caminho mais feliz e mais perto Dele que me ama de verdade.

sábado, 10 de novembro de 2012

Surpresa

Estava eu a pesquisar as estatísticas do meu querido blog, quando acessei aquele item  denominado " por palavra chave", qual foi minha surpresa quando li:  " Último amor- Cláudia de Campos". Fiquei mais curiosa ainda. Direto para o Google, faço a mesma pesquisa, além do meu blog e de um monte de outros resultados com homônimos do meu nome , vejam  só o que encontrei: Cláudia de Campos (1859-1916), uma xará lá das terras de além mar. Escritora à frente do seu tempo, inovadora, cheia de charme e  "Cláudia de Campos era uma mulher feliz, alegre e linda", afirma Maria Amália Vaz de Carvalho no seu diário. Que nem eu! Só que não sou escritora que nem ela. Rabisco aqui e ali, umas poucas coisas que me vem à cabeça. Ensaio aqui neste meu diário virtual, na minha agenda de papel, no meu celular, em guardanapos, em cadernos, orelhas de livros e onde me der na telha.
Gostei!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

De Drummond

Atirei um limão n'água
e fiquei vendo na margem.
Os peixinhos responderam:
Quem tem amor tem coragem.  ( Lira do amor romântico)


Hoje é o aniversário de Carlos Drummond de Andrade,  poeta, cronista e tradutor de Minas Gerais, do  Brasil. Gosto da poesia dele , que fala de um cotidiano amoroso e bem real. Considerado  um dos maiores poetas brasileiros, mostra em  suas obras uma face madura e atenta às fragilidades e angústias humanas.

Neste ano, é o homenageado pelo Projeto Memória da Fundação Banco do Brasil. O Projeto Memória é uma tecnologia social de educação que pretende difundir a obra de personalidades que contribuíram significativamente para a transformação social, a formação da identidade cultural brasileira e o desenvolvimento do país.  O objetivo da tecnologia social em educação é alcançar professores, alunos da rede pública de ensino, historiadores e formadores de opinião.  
Uma coisa boa para mim: estou acompanhando o Projeto Memória aqui no meu estado. e estou cada vez encantada com meu poeta do cotidiano. E vou ficar mais feliz ainda em saber que um monte de crianças vai começar a conhecê-lo. Parabéns Drummond , a FBB  e  a Petrobras pela linda iniciativa.

Um pouco dele:

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
 O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
( O mundo é grande). 


 Fazer 70 anos é fazer catálogo de esquecimentos  e ruínas.
Viajar entre o já-foi e o não-será.
É, sobretudo, fazer 70 anos,
alegria pojada de tristeza.  ( Fazer 70 anos)


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre. ( Receita de ano novo)



Vamos conjugar
o verbo fundamental essencial
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.
(Além da Terra, além do Céu)



E num sofrer de gozos entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais
um só espamo em nós atinge o clímax:
é quando o amor morre de amor, divino.

(Amor- Pois que é palavra essencial)




O chão  é cama para o amor urgente,
amor que não espera ir para cama.
Sobre tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a úmida trama. 
E para repousar do amor, vamos à cama.
( O  chão é cama )



Fontes: site FBB, e obras de Drummond ( Amar se aprende amando e O amor natural).Imagens do Google.