Mostrando postagens com marcador Confiança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Confiança. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de outubro de 2014

Pelo meu amor

Não sei explicar com detalhes, sei que quando olho para o meu amor meu coração fica cheio de ternura e vontade de cuidá-lo. Ele é a minha metade, aquele que me faz querer ser melhor a cada dia. E eu tenho melhorado. Eu mesma noto.
Quando olho para o meu amor é como se eu brilhasse e minha pele resplandece de tanta felicidade por ele estar perto, entre as minhas pernas,  enroscado em mim ou apenas me olhando os olhos.
Quer nas tardes findas, quer nas madrugadas ganho tanto brilho que pareço gerar vida.
Fico fogosa, inundada de desejo e vontade de nunca mais sair do ombro dele. E eu durmo também. Um sono leve , coberta de beijos eu me sinto única e especialmente dele.
Ah, o meu amor tem um riso lindo e a voz que me encanta mais que aquele cantor italiano que adoro. A voz dele tem sonoridade de presente meu. De amor, de coisa leve e tranquila. Eu me encanto com sua força e com seu jeito menino e quero mimá-lo, adoçar sua boca com inúmeros beijos cheirados e tão nossos.
Pelo meu amor eu vou vivendo, vou sorrindo,orando e pedindo por dias melhores em quartos profundos e dias de puro deleite só de ver os olhos dele.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Dizendo


Decepção não mata mas engorda, é assim o dito popular? Bem, acredito que não vá morrer por isso. Engordar também não, já que na maioria das vezes a comida é um bolo insípido que vai rasgando minha garganta. Depois, como é minha tendência, engordo assim mesmo. Mas, o momento  é de me cuidar ainda mais , caso contrário adoeço.

Ando decepcionada e cheia de sorrisos amarelos, e olha que cuido bem dos meus dentes. Sem precisar furtar a marca de ninguém. Entendedores, entenderão. Tô ácida. As respostas mais rápidas que o usual. Talvez pela dinâmica da leitura, que caminha a passos largos como há muito não acontecia, talvez porquê finalmente estou ficando cínica. Tenho a casca dura, geralmente não me deixo contaminar pelo comportamento maléfico de outrem, mas... Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

O que me salva é minha temperança, não tanto pela moderação dos desejos, mas pelo meu equilíbrio. Tenho treinado muito, ao longo dos anos. Me desequilibro, mas logo , logo me ponho no prumo. Tenho que manter a minha fama de mulher forte e firme. Mesmo sendo mulher frágil e cheia de dengo. Quanto aos desejos , esses tenho vários, me controlo. Tenho que fazê-lo. Se assim não fosse, já tinha dado uns socos em muitos que encontro pelo caminho. E meu desejo de gritar muitas coisas? Ah, esse é enorme. Eu falo baixinho, ainda bem. E nesses últimos dias,minha voz quase nem sai. Deus é maravilhoso. Quem grita perde a razão.

Deus é tão bom que me deu um coração meio maluco. Só pode ser essa explicação. Tenho buscado em oração motivos para eu amar como eu amo. E a confirmação vem ondas. É amor mesmo, e um amor que nem eu entendo: maluco. Gente do céu, só pode ser isso. Minha medicação é a voz dele, ah, que gostoso. Ver o sorriso dele me deixa calma, mesmo que seja em uma foto antiga. Lembrar de suas mãos, hum... Isso é melhor não contar aqui.  Vai que algum desavisado lê? Amo muito. E tenho fé, e espero, e oro de novo. Ah, deixa isso quieto! De médico e louco, todo mundo tem um pouco.

Muitas vezes tenho a impressão que estou em um filme de Woody Allen, aqueles bem malucos , com uns personagens indecisos sobre a própria existência. Não é o meu caso. Sei bem que minha vida tem propósito, mas encontro alguns coadjuvantes que se enquadram direitinho em um filme dele. Eu que amo a simplicidade e nem gosto tanto assim do Allan. Mas , tenho sorte. Sempre encontro gente insegura, inquieta e até meio neurótica, tipicamente woodylianas ( inventei isso agora,rs,,). A vida imita a arte, ou seria o contrário? Quero mais é voltar a sorrir meu riso alegre. Quem ri por último....

Cansei, depois venho aqui de novo. 



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Quatro e meia

Acordar todo dia às quatro e meia da manhã rende muita coisa.
Rende muitas orações e entrega. Rende uma longa olhada para a pracinha em frente à minha casa, quando tudo ainda está meio escuro e o silêncio fala ao meu ouvido.
Rende afagos e carinhos dos meus gatinhos que todos os dias me fazem cafuné e eu acordo mesmo que não queira. Eles também trazem presentinhos matutinos. Presentes que  nem sempre são  bem vindos. Às vezes uma barata ou uma lagartixa morta. Me rende sorrisos!
Rende a leitura do meu livro de cabeceira atual e muitas linhas descritas sobre o meu amor.
Rende muitas lágrimas de saudade daquele que tem meu coração e muitos dos meus pensamentos.
Rende uma xícara de café  com um pãozinho quente com manteiga.
Rende uma caminhada de meia hora e algumas calorias perdidas.
Rende uma massagem nos cabelos e um banho daqueles bem demorados , debaixo do meu chuveiro-cachoeira.
Rende uma zapeada no Face, no What's Up, uma postagem no Instagram e uma olhada básica no Twiter.
Rende um espreguiçar cheio de amor, saudade e vontade.
Rende um belo dia de trabalho, porque peço bençãos.
Rende muita música na minha rádio preferida. Aquela de todos os dias. De nossos dias.
Rende mensagens de fé na outra rádio. Mensagens ouvidas, apreendidas, choradas, dadas e recebidas.
Rende muita esperança e misericórdia.
Rende espera em Deus.
Rende muitos agradecimentos.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Deu vontade

Há tempos ando chorando e estou meio cansada disso. No final de 2013, vivi momentos perturbadores que me fizeram triste e logo depois o alento veio. Veio em forma de longas conversas ao telefone todas as manhãs, bem cedinho. Tão bom ouvir a voz do meu amado logo cedo, e sentir-me aliviada só por saber dele. Sempre pensava estar vivendo um sonho mau, provocado pela distância, por provocações e maldade velada. Mas não,  era tudo realidade. O mal se reveste de gente que posa de boazinha. Vale a pena deixar bem longe. Ah, mas a voz cheia de sorriso doce me fazia esquecer o mal.

Embarquei então em um sonho de dias doces e noites quentes. Era me perguntado a todo instante se a ficha caíra e  eu estava confusa e cheia de medo. Não fazia isso há quase duas décadas. E desta vez eu queria, eu sonhava . Porque ele é o meu amor. Porque ele é o meu querer. Por que ele me faz querer viver uma vida nova.
E eu sonhei, sim acho que era um sonho, já que teve uma duração pequena  e abruptamente interrompida por motivos que eu não sei e não entendo. Procuro em todos os cantos da minha mente, algo que me possa ser revelado para que eu entenda e aceite. Nada. Minha cabeça é um turbilhão de cenas de coisas compartilhadas com graciosos sorrisos e intimidade plena como jamais vivera. Meu sonho era  real. Me belisquei muitas vezes para ter certeza. Via os hematomas e sorria. Sim, eu me beliscara de verdade.

Se fosse dizer de tudo que vivi e senti nesses poucos meses, aqui não caberia. Tenho um amor esquisito, eu acho.Agora  dá vontade de sorrir, pelo que tenho tido. Não sorrir de felicidade, não é isso, é sorrir de ironia, de tristeza. Sabe aquele riso no canto da boca, meio torto? É esse.
Amor esquisito, porque estou machucada e nem assim tenho vontade de parar de amar. Deveria.
Não é assim a regra? Tem regras para isso? Acho que sim , porque todo mundo tem uma receitinha para me dar. Faz isso, faz aquilo. E pouca gente me ouve de verdade.

Junho não foi um mês muito legal. Deus levou minha gatinha, minha Mao. Eu a amava tanto. Nem sei explicar o que sinto, porque acabo chorando e ando uma chata de tanto chorar. Ainda bem que ninguém vê. Junto com ela, foi um pedacinho do meu coração. Hoje quando vejo as fotos dela, noto seus olhinhos tristes. Acredito que ela não ficaria mesmo muito tempo por aqui. O tempo que ficou me fez feliz. Era um doce. Minha princesinha. Junho também levou para longe o meu querido. Ele foi porque quis. Eu não quis.

Agora é esperar pela cura, que vem devagar, mas chegará. Amo mesmo sem medidas, idiotice talvez, não me importa. O que importa é que meu coração é cheio de amor e não de amargura. Gosto de gostar dele. Gosto de amá-lo assim. Gosto daquele sorriso lindo. Das piadas prontas. Das mãos que me conhecem. Da boca que me percebe. Da inteligência sarcástica. Dos olhos de menino, das pernas em cima de mim. Das decisões pelo belo. Da risada boba. Amo amá-lo. Meu amado amor.
O dia é de espera. A noite de insônia, os fins de semana de grande tortura. Deus me segura a mão, e eu certamente vencerei porque quem me sustenta é mais forte que tudo. Quem me sustenta é Deus.














domingo, 29 de dezembro de 2013

Do meu jeito

Amo assim meio que deseperado. Amo assim, muito entregue e muito calmamente em algumas vezes. Minha cabeça se confunde com tanto pensamento entrelaçado e minhas memórias tão presentes são testemunhas de que vivi esse tempo. Um tempo de sorrisos claros e limpos, onde cada instante foi feito das mais belas intenções, ou pelo menos eu senti assim. Certamente tenho tendências a acreditar em demasia, estou velha para desacreditar.Então paciência.
Amo mesmo assim, como antigamente. Cheia de confiança no outro, nos olhos que me enxergam inteira, porque me desnudo toda. Erro meu?  Sei lá. Não estou preocupada com isso. Amo como em outra época, onde a valorização do outro era importante, uma carta tinha valor e as coisas do casal eram guardadas em relicários.Amo assim mesmo, de modo cafona e antigo.
E mesmo com todos os percalços que tenho tido, eu acredito no amor. Tenho medo da solidão, mas confio nas promessas de Deus em minha vida. E tenho o seu amor, e não há maior.
Talvez na velhice eu só tenha o amor de livros e de lembranças, mas elas me farão sorrir e continuar.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

É por isso. ..

Eu sempre esperei pelo homem certo e eis que ele me aparece.  Não é bem o que eu pensei: cínico, ranzinza e rabugento muitas vezes. Mas é irônico como eu gosto. Inteligente como poucos, sensível e doce como eu amo. Ele é aquele que muitas vezes me faz desejar com palavras ditas em forma de abreviaturas e  isso só quem entende  é quem sente.  É aquele que me faz corajosa em aceitar a distância e ainda assim me sentir amada  Veio de repente, com uma conversa simples e um olhar que me pedia socorro. Em uma noite quente e cheia de medos. E daquele instante se faz a nossa história. 
Ele é que tem as digitais impressas em meu corpo e na minha mente , de forma indelével e plena como nunca antes fora possível ser.
É aquele que esperei a vida toda, e ainda espero.  Aprendendo pacientemente, sendo mais centrada e tendo a certeza do amor-amigo que existe. Ele me traz  música e poesia, mesmo ele dizendo que sou eu que dou isto a ele. Uma noite nos braços dele  é magia, desejo, é aconchego e enroscar de pernas que parece que dura a vida.
Ele que tem um abraço bom e gostoso, em que me sinto protegida e um olhar amoroso e terno, que me faz querer colocá-lo no colo por horas sem fim. É ele que me toma de assalto na cozinha com um beijo molhado e demorado, e toda raiva e tristeza caem por terra. É para ele que não preciso dizer nada, porque ele me lê inteira. O desejo que nos une,  é feito de um amor ímpar e sem explicações. Não há prisões, amarras e a liberdade é feita de horas de gargalhadas, beijú na feira, café com chocolate em um cinema a tarde, sem horas para voltar. E mesmo pensando que outros já estiveram por aqui, ele é o dono absoluto desta savana e pode sem nenhum medo sorrir sempre o seu sorriso lindo.

domingo, 17 de novembro de 2013

Simples assim...

Ainda que eu tenha ficado só te olhando dormir, imerso em profundo sono, sobre o meu colo, a cabeça encostada em mim, tão demoradamente como se o tempo não existisse, como se a vida se resumisse  a ficar em teus braços, com esta minha doçura peculiar, e em silêncio de uma paz bem alegre, como é alegre o teu sorriso quando nos encontramos. Sorriso alegre como romance bonito , como tua pele que  atrai minhas mãos viajantes, como teu cheiro que me deixa delirante, neste nosso cenário. Neste quarto profundo.
Ainda que este cenário seja simples e tão rico, quando conversarmos nossos temas em comum e tão parecidos. Ricos de idéias, cheios de indagações e risos bobos. Vivemos cada vez com intensidade tão forte que a plenitude do teu jeito e do meu jeito só engrandecem mais ainda cada momento, como se fossemos um só, no meio de tantos medos teus. 
Ainda que eu seja pequena para transbordar tudo que sinto e tudo que penso sobre nós dois, sobre  esta canção de nossas vidas, que canta você em mim e eu em você em tom perfeito e único, em harmonia  de chuva em nossos corpos sobre duas rodas, passeando pela cidade. Em harmonia perfeita como é teus lábios sobre os meus.
Ainda que eu não fale nada, não ouça nada, não mostre nada e mesmo assim você me escute em cada nota daquela canção que tantas vezes escrevemos, como um sonho que acontece, que você imagina com doçura de uma vontade que muitas vezes não ouse dizer.
Ainda que eu não seja tão brilhante, mas deseje te ofertar o que for de mais gostoso, de mais brilhante, de mais lúdico,de mais leve, de mais tranquilo, da maior paz e aconchego,  e que por ora você me seja tão limitado, reticente  e muito , muito, muito... ( conversa interna, de liquidificador. Você entende).
Ainda assim meu amor, os meus dias têm me feito pensar o quanto sou grata por você estar aqui na minha vida.  Ainda assim, eu quero continuar nessa doce espera, porque a certeza de você em mim  e para mim é maior que qualquer historinha mal contada.  Ainda assim eu quero pegar tua mão e te ajudar a ter coragem, te ajudar a sorrir em plenitude. Porque cada dia que Deus me permite ver o teu sorriso e sentir o teu jeito de ser, me faz mais maravilhada com esta dádiva que é te ter ao meu redor. Me cuidando, me querendo, me amando.
Ainda assim, eu quero ainda poder te ver acreditando nos dias, como presente divino, para viver o amor e ser alegre, e ser feliz, e ser belo e ver o belo sem medo de desejá-lo, sem medo do que possa vir a ser. E verdadeiramente apostar na vida e desejar a vida, como sinto você. Para desejar mais em plenitude de sentimento bom que existe em você, e que está guardado em meio a tanta angústia.
Nestes dias juntos, ainda que existam os senãos, saiba que de fato eu  vir para de fato vir, e sou sabedora de que estou indo sempre ao teu encontro, e você virá ao meu lado ou não, e dentro de mim . Isso é fato inexorável.

domingo, 8 de setembro de 2013

Uma pausa de mil compassos

Arrumar gavetas, ou simplesmente  ver os títulos dos livros jogados em cima da prateleira do meu quarto são pequenas coisas que tenho prazer. Só não tenho tido tempo. Mas, setembro chegou  e com ele minhas férias. Um momento de cuidar mais de mim, de resolver pendências. De ir a praia em plena segunda-feira, sem culpa, sem pressa. Momento de realizar algumas mudanças necessárias. 
Tempo de arrumar minha casa, fazer uma comidinha gostosa para os que amo. Tomar um vinho a tarde, ler um livro deitada em minha rede azul.
Sempre digo que o melhor do trabalho são as férias.  E é mesmo. Passei do tempo de ideologias medíocres. Quero mesmo é relaxar. Quero me consumir com coisas mais prazerosas. Coisas leves e triviais. Nada de documentos, gráficos, planilhas, contratos ou gente azeda.

Quero o frescor de gente boa na minha vida.  Gente que ri de bobagens e fala de coisas sérias sem ser chata e arrogante. 
Férias para caminhar, correr na orla marinha, pintar as unhas da cor  laranja, vestir vestido de hippie, andar de crocs ou havaianas o tempo inteiro. E às vezes descalça também. Tempo de ouvir música a noite o dia inteiro. Fazer colagens, escrever poesias e  ver poesia em um bocado de coisas que me rodeiam. Queria pegar vento no rosto andando de moto por aí, mas não sei, quem sabe... Deus proverá!
Quero neste mês, andar em compasso de um sambinha cheio de malemolência, sem nada me enchendo o saco ( que por incrível que pareça eu não tenho,rs...). Quero o infinito das coisas leves e cheias de prazer que sei que posso sentir.  Quero a minha risada calma e o meu riso sereno, e o que não se adequar a isso eu quero que vá pro quinto dos infernos.   
Não sou difícil, tenho um coração cheio de bondade e amor para dar. Não quero a vil decência de alguns. Prefiro a minha simplicidade boba.  Prefiro a admissão dos meus erros e pedir perdão.  E quero dar amor o tanto que me for permitido ser. Quero rir e ser feliz por nada. Aproveitando cada momento deste compasso, deste passo meu. 
Deus me ouve e eu espero. Espero!


 imagem: Google

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Doce espera

Me sinto cansada
Assim eu estou
Estou cansada de ficar cansada.
Quero ficar abraçada
Quero ficar abraçada
Quem sabe com cabeçadas?
Quem sabe com grandes beijos?
Estou cansada de pensar demais
De andar demais
Quero o aconchego de um café com bolo
De um risoto quente
De um colo que é meu.
Me sinto inerte
Sem movimentos
Quero me movimentar
Suar no suor dele
Ouvir o palpitar da respiração
Ser a respiração
Quero risadas de bobagens
Assuntos de seriedade
Leituras de vida
Quero música de Bruno Mars
Vinho gelado a tarde
Cerveja Larger  não
Mas uma bem clarinha sim
Quero meu amor
Quero descansar.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Meu coração distante

Aqui neste quarto, em vento, em pensamento. Tão longe de tudo, tudo é saudade. Até o balanço da folha de papel jogada sobre a estante é canção, até o silêncio chora de emoção em meu coração tão dolorido. O motivo é o homem amado, raiz, querido, vida que vive no hoje, futuro e passado que não existe , ele é agora, como os pássaros que de manhãzinha brincam na sacada. O tempo não pára  nem mesmo para alívio da paixão que queima em mim. Tudo é concreto , tudo o que fazemos é concreto. Como o café bem cedo ou a tardinha, como o amor que não se define. Porque amor apenas é.
Como aqui nesse quarto sem ele, na verdade sem mim mesma, parece que nem existo, sou apenas o meu amor.
Aqui neste quarto até quero sorrir, mas o som do vento me distrai, começo a pensar nos porquês, e lá me vem o tal vazio, o nada, e muitas lágrimas.  Aqui mais uma vez um-quem-me-dera, porque chorar é uma forma de oração, e eu sozinha, me vejo no que não vi. Eu agradeço a cada momento, porque saber que ele existe me certifica que eu vivo também. E a sua falta justifica o correr das horas. Agora nem sei se ainda consigo pensar com coerência. Não entendo muita coisa, me encho de perguntas, e quero ouvir a voz, ver o sorriso lindo, sentir o suor escorrendo em mim. Quero ouvir miados também, sentir cabeçadas e lambidas pequenas no meu rosto. Correria pela casa, brincadeira com bolinhas.
Meu coração precisa dele, do coração dele junto aos meus ouvidos, quando abraçados dormimos de pernas entrelaçadas. Preciso dele para continuar fazendo comidinhas, tendo prazer em comer, fazer compras de última hora. Preciso do nosso amor em horas breves, em horas longas, em madrugadas intermináveis de suspiros e beijos demorados. Preciso dele e da paz que ele me traz. E...
Eu espero, eu espero. Deus me segura a mão.




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Vem

Vem meu amor, cuidar do teu jardim, ler um livro, fazer compotas, descobrir sabores
Ser senhor, menino, moleque. Namorado, amigo, companheiro
Vem meu amor, com teu beijo úmido, teu cheiro único, calor tenaz
Me fazer suar, balbuciar , sorrir , me enfeitar
Vem meu amor, trocar lâmpadas, fazer compras de última hora, assistir filmes antigos
Vem meu amor aprender melodias
 Escrever  reclamações, criar ironias, modelar meus sonhos
Vem meu amor, bagunçar meus cabelos, levar cabeçadas
Tornar macio o meu andar
Vem meu amor, ouvir músicas novas, das mais antigas também
Desenhar minhas estradas com tua boca
Vem marcar território, tornar leve o meu pensar
Vem meu amor, para ser nosso amor
Diferente dos absurdos, cientes das atitudes, sendo cada vez mais legítimos
Vem meu amor, que eu te espero, eu te espero.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

#Serásomenteumbocejo?

Há duas semanas o Brasil tem sido invadido por brados vindos de todos os cantos. De um lado revolucionários verdadeiros buscam direitos, no meio oportunistas invadem, saqueiam,bagunçam. Do outro, a polícia entra quebrando a porrada. Quem sai na chuva...
A truculência policial que tentou sufocar as manifestações do Movimento Passe Livre em São Paulo- com adesão forte dos jovens- foi suficiente para insurgir reivindicações das mais diversas e de todos os cantos do país.
O país levanta de seu berço esplêndido e lembra da saúde precária, da educação capenga, do transporte caótico e da corrupção nossa de cada dia. "O gigante acordou ", gritam as manchetes, os posts, o mundo diz que o Brasil está desperto.
Mas, será mesmo?
É cedo afirmar se tudo florescerá da mesma forma que as reformas políticas nos
países árabes. Vale acreditar que sim ?
No  panorama atual é fácil perder uma juventude desarticulada em meio a exigências genéricas e a armadilha meticulosa do antipartidarismo. O Executivo por sua vez evita posturas invasivas e ganha tempo propondo um plebiscito.
Como em todo momento histórico é perigoso cair em duelos maniqueístas. O povo brasileiro independente das copas de futebol, ou do seu carnaval-  vem conquistando espaço na pauta das discussões internacionais-  é importante aproveitar essa atenção para o rompimento do status quo. Agora, é o povo brasileiro quem decide se este momento figurará no panteão dos  fatos ilustres de nossa história. 
Viva o povo brasileiro! Viva o Brasil!.

Somos diferentes, que bom!

Homem e mulher, como perceber um ao outro? São tantas coisas diferentes . Eu, mulher, me vejo por vezes um ser de outro planeta quando me comparo ao sexo oposto. Sei que não consigo dar uma ré legal, e minha visão espacial é meio maluca.
Em contrapartida, consigo escovar os dentes e os cabelos ao mesmo tempo. Pergunto onde fica uma rua qualquer enquanto dirijo em lugares estranhos. Coisa que  para eles é quase impossível.
Ainda bem que somos diferentes. Se assim não fosse, como seria o enfrentamento das muitas decisões que temos que tomar na vida?  Decisões de trabalho, de saúde. Decisões sobre o dia; decisões sobre o relacionamento a dois; decisões sobre o amor. Há que se ter consciência das maneiras diferentes de enfrentar situações para o crescimento mútuo. 
Sou mulher ciumenta, meio cabeça dura, mas aos poucos tenho aprendido. Aprendido que às vezes o silêncio dele, não quer dizer que tenha algo de errado. É só silêncio.
Na maioria das vezes os homens acham que são mais lógicos, mas nós mulheres conseguimos achar as coisas com tanta facilidade que eles ficam boquiabertos. Queremos atenção e carinho, eles não conseguem conversar enquanto assistem tv. Isso quando assistem, porque o controle remoto parece ter vida própria.
Ficamos maravilhadas com a capacidade deles em consertar coisas, estacionar, com sua força e inteligência. Mas, perdemos a paciência quando eles simplesmente não abaixam a tampa do vaso sanitário. Ou não encontram aquele nosso ponto especial, ai,ai... Somos diferentes mesmo, mas tão complementares. Graças a Deus. 
O que quero mesmo é compreendê-lo cada vez mais, e que ele me compreenda ( tarefa meio complicada eu sei). Quero  leveza e tranquilidade nos meus dias.  Quero continuar dando amor. Amor diferente do dele , que me ama  também.  E que ainda bem se complementam em suas diferenças e coincidências. Amo amar o homem que eu amo. Meu lado B. Minha metade coincidente e diferente.




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aprendendo...

Me apercebo mais de mim a cada dia,  e descubro que sou pequena demais em relação ao mundo que me cerca. Não aprendi quase nada nesta minha pouca vida e aceito que preciso sempre aprender mais a cada dia. Estudar ou ler, é muito pouco. Há que se viver mesmo, e viver em plenitude. Tento isso, venho tentando e por vezes consigo. O bom de tudo isso é que aprendo de mim. Tenho aprendido muito, e essa certeza da minha própria existência me assusta um pouco. Passei anos e anos da minha vida com um vazio esquisito no peito e na cabeça. Vazio que não não sabia definir, só sabia que existia.  Pensava que era contrita com Deus, que tinha uma relação bem perto com Ele. Engano meu. Mas, em uma certa noite de outubro de 2012, me descobri perto Dele de verdade. E de lembrar disso, meu peito aperta, eu choro, eu me emociono e uma alegria enorme me invade inteira, Ele, o meu Deus me preenche os vazios e ouço de uma voz querida :   
" Hoje tem festa no céuseja bem vinda a família, filha tão amada do Deus altíssimo. Deus ama você tanto, tanto ", e desde então venho aprendendo  cada dia um pouco mais. Meus desertos são pedagógicos , e meus testes tem sido difíceis. Contudo, tenho certeza que serei vitoriosa, lograrei êxito porque tenho tentado me entregar plenamente ao que meu Pai me ensina.  Preciso de mais disciplina, calma e confiança, sou tão falha. Mas, humildemente me ajoelho e peço mais fé, peço parcimônia. Peço pela multidão de misericórdias de Deus. Muita coisa que antes tinha certa importância, hoje não me apraz. Quero felicidade de verdade. Poder me doar mais aos que amo , poder contribuir de verdade com o crescimento do outro.  Para isso, preciso estar forte. Tenho me fortalecido, mesmo que não pareça. E a vitória vai ser doce e profunda. Eu creio!
Estou melhorando, porque Deus me faz melhor. Porque  sou dele, o meu maior amor. Ele que me faz amar sem medidas, porque amor não se mede. Esse amor é que me fez criar meus filhos sozinha, que impõe ao  meu dia a dia, lágrimas  e sorrisos. Emoções que me fazem melhor a cada momento. Esse amor que me move em direção ao meu Deus. Meu Deus, o Senhor do impossível, o que vence todas as batalhas, aquele que é paz e doçura, que morreu por mim e por toda a humanidade. Deus seja louvado, a Ele toda honra , toda a glória, todo louvor e adoração. Ele me ouve e me faz crescer. Ele me faz melhor. Mais conhecedora de mim. Falta muito ainda, todavia, eu caminho, eu espero, eu paro, eu peço, eu oro, eu oro.

" Ele...faz pairar a terra sobre o nada "

terça-feira, 4 de junho de 2013

Meu diário

O amor vive em mim. Posso afirmar isso com tanta certeza e sem exagero me surpreendo por ser assim. Queria um coração mais duro. Não tenho. Por vezes, queria ser mais igual. Queria ser mais cética em relação ao amor que me move. Não sou. Muitos acham que não tenho amor próprio porque amo assim sem medida e sofro tanto quando as coisas degringolam. Não é nada disso. Amo a mim mesma sim, e preciso disso sempre. Me amar!

Contudo, quando amo , amo de verdade. Não gosto de joguinhos e palavras bobas postadas em desafio tácito de quem se acha centrado(a) demais. Gosto de dizer do meu amor, para quem amo. Sei que não preciso mais afirmar isso. Nesta minha curta vida, amei com ardor por três vezes. Um de cada jeito, mas todos fortes. Desta vez , amo como jamais amei e com tanta certeza que , ai meu Deus! Não sou centrada demais, aliás, cansei de ser centrada. De ser a forte. Quero estar forte, é diferente. 
Tenho pedido por misericórdia e benignidade,  e Deus me ouve. Vou ficar forte, vou sim.Sei que meu tempo é insignificante diante da vontade Dele, e me falta paciência . Contudo, Ele supre tudo para mim. A paciência virá. Sei que vou sair vitoriosa e forte quando todo esse deserto acabar. Não sei o meu destino, sei que está escrito no livro da vida que Deus sempre me dá habilidade para  emergir. Vou emergir, tenho andado sufocada, mas a cada dia me fortaleço mais.
Eu amo! Quero muito ele do meu lado, e poder sentir seu hálito quente perto do meu rosto. Os beijinhos leves madrugada afora. A risada límpida, as brincadeiras irônicas, a inteligencia singular. Quero muito poder contar minhas coisas a ele. Compartilhar meus medos e sorrir assistindo um programa qualquer na tv fechada. Tomar um vinho bom de uma Colheita Tardia ou um que nos faça ir a um Porto bem seguro. Segura, é assim que fico quando estou nos braços dele. Os braços do meu amado. Do meu namorado, do meu primo, do meu amor.



domingo, 28 de abril de 2013

Queria sair correndo, mas apenas sussurrou


Tem dias,  em que me pego pensando em mil coisas ao mesmo tempo e minha cabeça parece que vai fundir. Preciso exercitar meu lado zen, se é que ele existe. Leio um livro, escuto uma música, limpo a casa e nada me faz desviar do que me martela a cuca. Preciso cuidar da minha saúde física, mental e espiritual e também recuperar a leveza que existia em mim. Mas, tudo há de ser restituído, basta com que eu espere.  Que eu espere Nele que providencia tudo em minha vida. Agora começo uma nova fase e como alguém muito querido me disse, tenho que abrir minha mente, porque quem sabe este não é um momento passageiro? Um momento de adaptação a um novo mundo?

Meu momento atual tem de ser de extrema disciplina. De cuidados comigo mesma, de consciência das coisas que me cercam. Nada de gritos ou correria. Mesmo que por muitas vezes seja necessário falar mais alto.
Muitas vezes sussurro quando quero gritar, isso dói. Nunca grito. Minha voz é fraca na maioria das vezes. Não gosto de gritar, essa é a verdade. Prefiro falar baixinho, cadenciadamente. Sussurrar mesmo. Sinto-me mais segura assim.









domingo, 17 de fevereiro de 2013

Chove

Cinco da manhã, a chuva cai lá fora, a Bíblia sobre meu peito, e uma falta enorme. Tenho tido momentos de melancolia e apertos de tristeza, e isso são coisas que não quero. Deus me consola e  eu creio na providência Dele. Então, nada de tristezas sem sentido. Eu tenho coragem e sou abençoada. Sou escolhida para viver esta história, para sorrir, chorar, para ser quem eu sou. Uma mulher que ama, e ama muito.

Chuva para mim é sinônimo de limpeza, de purificação e de aconchego. É para uma colheita farta de coisas alegres, porque simboliza tantos momentos bons  que não dá para pensar diferente, e meu sorriso se abre de puro contentamento, só por saber que há uma existência que me faz assim de sorrisão solto, de olhos brilhantes e pele boa. Por isso, nada de melancolia sua chuva linda.
Mas é meio difícil organizar tanto sentimento dentro do meu peito. Sou pequena, as cavidades não aguentam tanto amor, por isso tenho que falar dele, tenho que dar, tenho que fazer. Caso contrário acabo explodindo. Amo demais, e por isso é complicado não expor ou guardar. A chuva caindo lá fora me faz ficar ainda mais amorosa. Não só amorosa, mas saudosa também. Até o silêncio parece  emotivo para mim. E a chuva é canção de alegres banhos e brincadeiras de uma manhã bem perto. Por isso, eu canto, eu digo, eu falo do amor que me toma inteira, que me faz assim meio bobona, entregue. Feliz por possuir um sentimento tão grande e arrebatador. Só alguns tem essa dádiva. Agradeço ao Pai por me permitir amar assim. Obrigada Senhor por ter me escolhido.





sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

No meu controle

Nunca fui de me abater com coisa pouca, ou pouca coisa. Tenho tido força em labutar e vencer batalhas das mais diversas. Contudo, ultimamente tenho sentido desânimo em trabalhar, em fazer um monte de coisas, em discutir outras.
Sou brasileira, não desisto e não desanimo. Sou " indesistível " como diz o Bispo Mario Porto. Me fortaleço no meu Deus e nas coisas que me fazem bem e reajo. Eu não desistirei.
Sou teimosa e luto pelo que acredito. Luto por posições melhores no trabalho, por um relacionamento aberto com meus filhos, amigos e familiares. Luto pelo amor que sinto, porque acredito, porque me faz plena, porque Deus me diz: acredite.
E porque ando assim meio lá, meio cá? Com medo da morte e consciente demais da minha pequenez?
Eu que tenho me imbuído de tanta fé, eu que sou repleta do amor de Deus e com meus dias cheios de oração, por que então? Por que este sentimento de impotência, de falta de vontade?
Pensei, pensei e pensei. Consegui chegar a algumas conclusões, com uma explicação plausível: Diabetes Mellitus tipo 2. Essa coisa terrível que me acompanha.
Em dezembro passado, fiz um amontoado de excessos, um monte de idiotices para quem tem uma doença complicada como essa.
Começo de ano, me disponho a mudar para o meu próprio bem e saúde. Estou fazendo exercícios regularmente, já perdi peso e continuo perdendo, e tenho sido mais responsável com minha alimentação.
Ops! Há quinze dias , minha glicemia deu 300. Que bomba! Insulina, soro, um sono terrível. Uma noite não muito boa. A manhã sim, foi boa. Mas vamos lá. Busco um novo médico, um que me acompanhe de verdade- Isso se o plano de saúde permitir- tomara. Neste fim de semana  farei exames. Preciso que minha medicação seja ajustada. Preciso continuar minha atividade física, melhorar minha saúde. Deixar de lado essa tal de astenia, vocábulo recorrente dos médicos que me atendem, e ser mais coerente comigo mesma.
Que herança! Paciência, Tenho que reagir, caso contrário morro mais cedo. Acelero meu fim. E eu quero viver. Viver para ser mais de Deus. Viver para sorrir mais, para dar o meu amor para todos aqueles que amo, para ser mais feliz.
Deus permita que eu seja mais sábia, eu te peço. Permita que tua mão seja minha rocha de proteção. Não te ocultes de mim. A minha vida é tua para sempre.


...No dia do mal, meu Deus me guardará
Em sua tenda me esconderá
E sobre um rochedo me erguerá
Por isso adorarei...





segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Comunicar


"Para a arte de viver, é preciso saber a arte de ouvir, sorrir e ter paciência ...sempre"
(Hermann Hesse)


Comunicar com criatividade é um dom.  Digo isto, porque acredito que para comunicar criativamente precisamos saber ouvir. E saber ouvir, ai,ai... Não é todo mundo que sabe. Eu tenho exercitado essa prática através dos meus relacionamentos, e um em especial me ensina muito, muito mesmo.
Saber ouvir com atenção, interesse e objetividade é uma característica importante de pessoas criativas. Criar é um processo complicado e exige a garimpagem de informações de todas as fontes envolvidas no processo. O preconceito deve ser mantido bem distante nessa hora.
Mesmo que já tenhamos facilidade em ouvir, muitas vezes perdemos a paciência e interrompemos o interlocutor. Por vezes, só aguardamos nossa vez de falar. Ficamos elencando no nosso pensamento contra argumentos  Como vamos rebater aqueles pensamentos? Ouvir é uma habilidade, e uma das mais difíceis da comunicação. Precisamos ser efetivos, prestar atenção na pessoa que fala. Medir os significados contidos no diálogo. Nos dias de hoje, é muito difícil encontrar alguém que queira nos ouvir. Um exemplo simples, é quando vamos a uma loja que o caixa faz aquela pergunta rotineira: débito ou crédito? Por mais que digamos "no débito" ou vice versa, o atendente na maioria das vezes coloca na opção errada. Por que? Simples, ele ou ela não nos escuta, não nos ouve. Não vale aqui o profissional que é pago para escutar, e que por muitas vezes nem assim nos ouve.
Tenho me esmerado por aprender a ouvir. Tenho logrado êxito. Não quero viver em um mundo alternativo de comunidades virtuais, quero ouvir quem eu amo, quem vive ao meu redor.  O que tenho percebido na falta de interesse generalizado em ouvir o outro, é que com a comunicação virtual, criamos templates e não conseguimos mais pensar fora dali. Tornamo-nos operacionais demais.  Virtuais demais. O calor humano fica cada vez mais escasso. Os processos são mais importantes que as pessoas. Há crise de sentido, e o mundo está cada vez mais cheio de mi,mi,mi. Tudo é muito cheio de nove horas como diria minha vozinha  Madalena. Mas, paciência, tenho que viver aqui não é mesmo? Adaptações são feitas, e a resiliência é usada, por que do contrário, você se ferra.
Então, quero mais calor em meus dias, comunicação mais clara e com todo sentido que a vida pode me dar. Sinto muito pela pobreza de espirito de alguns e algumas. Pela pobreza de cultura, pelo falar idiotizado, pelas palavras mal escritas, mal  (ditas) , mal ouvidas. Sinto muito.








Imagem: google.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sem medos

Fico pensando em como os tempos atuais são exigentes. Andamos de lá pra cá, com mil atribuições. Há exigências de atualizações constantes, as informações pululam e ficamos sem saber qual aproveitar. Há exigências estéticas ditadas pelos tabloides e pelas grandes e pequenas marcas. Há exigências das múltiplas redes sociais, onde você tem que ter uma vida paralela, para compartilhar seus passos, seus erros e sucessos. Onde expõe coisas que quase ninguém quer saber, tem amizades desconhecidas e a língua pátria é assassinada dia após dia com um linguajar chulo e pobre. 


E não para por aí. A vida de hoje, dita regras sociais  que nos impõe encontros com pessoas que nos são indiferentes, que sequer dão bom dia, e quando chegam as festas de fim de ano querem se confraternizar,  sinceramente detesto essas hipocrisias. Um dia quem sabe, tudo volte a ser mais honesto.
O dia a dia caótico das cidades, o trânsito barulhento e maluco, a falta de cordialidade, a intolerância, a falta de educação, dentre outras mazelas modernas, culminam em angústias, depressão, medos e mais intolerância.


Me pergunto: o que fazer então para acabar com meus medos, ansiedades e mais perguntas?  Minhas respostas são inúmeras e de diversas fontes, mas tem algumas que quero dizer aqui. 

-  Orar todos os dias, suplicar a Deus por misericórdia;
-  Manter a calma diante das adversidades;
-  Esperar em Deus;
-  Abraçar;
-  Beijar na boca;
-  Fazer amor todo dia;
-  Beber muita água;
-  Cuidar da saúde;


-  Cuidar das pessoas;
-  Ser educado(a);
-  Sorrir; 
-  Agradecer, e 
Amar sempre e cada vez mais.
Assim a vontade de sair correndo desaparece, e eu, você , nós, o mundo, respiraremos melhor e mais devagar, bem mais devagar. 
Hummm... Que chuva linda lá fora!





Imagens: Google.