terça-feira, 5 de agosto de 2014

Deu vontade

Há tempos ando chorando e estou meio cansada disso. No final de 2013, vivi momentos perturbadores que me fizeram triste e logo depois o alento veio. Veio em forma de longas conversas ao telefone todas as manhãs, bem cedinho. Tão bom ouvir a voz do meu amado logo cedo, e sentir-me aliviada só por saber dele. Sempre pensava estar vivendo um sonho mau, provocado pela distância, por provocações e maldade velada. Mas não,  era tudo realidade. O mal se reveste de gente que posa de boazinha. Vale a pena deixar bem longe. Ah, mas a voz cheia de sorriso doce me fazia esquecer o mal.

Embarquei então em um sonho de dias doces e noites quentes. Era me perguntado a todo instante se a ficha caíra e  eu estava confusa e cheia de medo. Não fazia isso há quase duas décadas. E desta vez eu queria, eu sonhava . Porque ele é o meu amor. Porque ele é o meu querer. Por que ele me faz querer viver uma vida nova.
E eu sonhei, sim acho que era um sonho, já que teve uma duração pequena  e abruptamente interrompida por motivos que eu não sei e não entendo. Procuro em todos os cantos da minha mente, algo que me possa ser revelado para que eu entenda e aceite. Nada. Minha cabeça é um turbilhão de cenas de coisas compartilhadas com graciosos sorrisos e intimidade plena como jamais vivera. Meu sonho era  real. Me belisquei muitas vezes para ter certeza. Via os hematomas e sorria. Sim, eu me beliscara de verdade.

Se fosse dizer de tudo que vivi e senti nesses poucos meses, aqui não caberia. Tenho um amor esquisito, eu acho.Agora  dá vontade de sorrir, pelo que tenho tido. Não sorrir de felicidade, não é isso, é sorrir de ironia, de tristeza. Sabe aquele riso no canto da boca, meio torto? É esse.
Amor esquisito, porque estou machucada e nem assim tenho vontade de parar de amar. Deveria.
Não é assim a regra? Tem regras para isso? Acho que sim , porque todo mundo tem uma receitinha para me dar. Faz isso, faz aquilo. E pouca gente me ouve de verdade.

Junho não foi um mês muito legal. Deus levou minha gatinha, minha Mao. Eu a amava tanto. Nem sei explicar o que sinto, porque acabo chorando e ando uma chata de tanto chorar. Ainda bem que ninguém vê. Junto com ela, foi um pedacinho do meu coração. Hoje quando vejo as fotos dela, noto seus olhinhos tristes. Acredito que ela não ficaria mesmo muito tempo por aqui. O tempo que ficou me fez feliz. Era um doce. Minha princesinha. Junho também levou para longe o meu querido. Ele foi porque quis. Eu não quis.

Agora é esperar pela cura, que vem devagar, mas chegará. Amo mesmo sem medidas, idiotice talvez, não me importa. O que importa é que meu coração é cheio de amor e não de amargura. Gosto de gostar dele. Gosto de amá-lo assim. Gosto daquele sorriso lindo. Das piadas prontas. Das mãos que me conhecem. Da boca que me percebe. Da inteligência sarcástica. Dos olhos de menino, das pernas em cima de mim. Das decisões pelo belo. Da risada boba. Amo amá-lo. Meu amado amor.
O dia é de espera. A noite de insônia, os fins de semana de grande tortura. Deus me segura a mão, e eu certamente vencerei porque quem me sustenta é mais forte que tudo. Quem me sustenta é Deus.














quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sonho

O sonho se faz realidade e ela já pode tocar o céu a cada amanhecer. Deus lhe concede a possibilidade diária de ver o seu amor, ali pertinho, ao seu alcance. Agora é compartilhar da vida, assim mesmo com problemas na torneira da lavanderia, portão rangendo, transito engarrafado e noites cheias do calor de beijos e abraços macios.
Ah, que felicidade fácil de sentir, como se fosse por nada. Que sentimento grandioso e farto. Ela já acredita em tudo e se entrega profundamente.
Com o passar dos dias ela se sente perdida e sem onde se agarrar. Um vendaval passa varrendo tudo, leva os sonhos, cria pesadelos, desarrumado tudo. Como arrumar tanta bagunça?
A oração é sua ferramenta principal, o sorriso buscado nas coisas bobas também. Tudo há de ser corrigido. O quebrado consertado. O vaso restaurado.
Ela tem que ter paciência, a espera vale a pena.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Do meu jeito

Amo assim meio que deseperado. Amo assim, muito entregue e muito calmamente em algumas vezes. Minha cabeça se confunde com tanto pensamento entrelaçado e minhas memórias tão presentes são testemunhas de que vivi esse tempo. Um tempo de sorrisos claros e limpos, onde cada instante foi feito das mais belas intenções, ou pelo menos eu senti assim. Certamente tenho tendências a acreditar em demasia, estou velha para desacreditar.Então paciência.
Amo mesmo assim, como antigamente. Cheia de confiança no outro, nos olhos que me enxergam inteira, porque me desnudo toda. Erro meu?  Sei lá. Não estou preocupada com isso. Amo como em outra época, onde a valorização do outro era importante, uma carta tinha valor e as coisas do casal eram guardadas em relicários.Amo assim mesmo, de modo cafona e antigo.
E mesmo com todos os percalços que tenho tido, eu acredito no amor. Tenho medo da solidão, mas confio nas promessas de Deus em minha vida. E tenho o seu amor, e não há maior.
Talvez na velhice eu só tenha o amor de livros e de lembranças, mas elas me farão sorrir e continuar.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Hoje eu queria 2014

Sinto-me triste e cheia de dores. Dores físicas e emocionais. Será que dá para separar assim? Não sei. Sei que estou dolorida. A vontade que tenho é de dormir e só acordar depois que tudo for para longe. Eu nem sai mais se acredito, se espero, se fecho os olhos e deixo as coisas seguirem em frente. Sinto-me só e triste.
Estou com saudade dele, dos meus babies, de tanta coisa. Minha cabeça está um caos. Tanto pensamento indo e vindo. Hoje fiquei horas lembrando de um monte de coisas que fiz nestes últimos dois anos. As mãos carinhosas, as muitas gargalhadas.  Um cheiro de café invadindo a noite. Sinto meu estômago em frangalhos. Quero tão pouco e tudo me é negado.
Beijos pequenos durante a madrugada, sorrisos pela tarde e música sempre. Cuidados um com o outro e com eles . Será que ele ainda vem?
Não sei mais responder nada. Antes parecia fácil ouvir a música da Adele e sorrir, ou escrever qualquer letra de Bruno Mars era mais simples ainda.    Estou sufocada.Me sentindo quebrada.Em uma história partida.Em uma espera que não sei.
Que amor é esse?  Será que devo ? Meu coração quer tanto que me cega? Amo, amo mais do que posso dizer.
Meu amor querido de mil cores.De sorriso largo e olhos amados. De beijos meus, que toma meu corpo sem reservas e minha alma que já nem é minha.  Quero todos os riscos, os risos sem sentindo.  Quero a paz que ele me traz. Quero de volta o que é meu!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

É por isso. ..

Eu sempre esperei pelo homem certo e eis que ele me aparece.  Não é bem o que eu pensei: cínico, ranzinza e rabugento muitas vezes. Mas é irônico como eu gosto. Inteligente como poucos, sensível e doce como eu amo. Ele é aquele que muitas vezes me faz desejar com palavras ditas em forma de abreviaturas e  isso só quem entende  é quem sente.  É aquele que me faz corajosa em aceitar a distância e ainda assim me sentir amada  Veio de repente, com uma conversa simples e um olhar que me pedia socorro. Em uma noite quente e cheia de medos. E daquele instante se faz a nossa história. 
Ele é que tem as digitais impressas em meu corpo e na minha mente , de forma indelével e plena como nunca antes fora possível ser.
É aquele que esperei a vida toda, e ainda espero.  Aprendendo pacientemente, sendo mais centrada e tendo a certeza do amor-amigo que existe. Ele me traz  música e poesia, mesmo ele dizendo que sou eu que dou isto a ele. Uma noite nos braços dele  é magia, desejo, é aconchego e enroscar de pernas que parece que dura a vida.
Ele que tem um abraço bom e gostoso, em que me sinto protegida e um olhar amoroso e terno, que me faz querer colocá-lo no colo por horas sem fim. É ele que me toma de assalto na cozinha com um beijo molhado e demorado, e toda raiva e tristeza caem por terra. É para ele que não preciso dizer nada, porque ele me lê inteira. O desejo que nos une,  é feito de um amor ímpar e sem explicações. Não há prisões, amarras e a liberdade é feita de horas de gargalhadas, beijú na feira, café com chocolate em um cinema a tarde, sem horas para voltar. E mesmo pensando que outros já estiveram por aqui, ele é o dono absoluto desta savana e pode sem nenhum medo sorrir sempre o seu sorriso lindo.

domingo, 17 de novembro de 2013

Simples assim...

Ainda que eu tenha ficado só te olhando dormir, imerso em profundo sono, sobre o meu colo, a cabeça encostada em mim, tão demoradamente como se o tempo não existisse, como se a vida se resumisse  a ficar em teus braços, com esta minha doçura peculiar, e em silêncio de uma paz bem alegre, como é alegre o teu sorriso quando nos encontramos. Sorriso alegre como romance bonito , como tua pele que  atrai minhas mãos viajantes, como teu cheiro que me deixa delirante, neste nosso cenário. Neste quarto profundo.
Ainda que este cenário seja simples e tão rico, quando conversarmos nossos temas em comum e tão parecidos. Ricos de idéias, cheios de indagações e risos bobos. Vivemos cada vez com intensidade tão forte que a plenitude do teu jeito e do meu jeito só engrandecem mais ainda cada momento, como se fossemos um só, no meio de tantos medos teus. 
Ainda que eu seja pequena para transbordar tudo que sinto e tudo que penso sobre nós dois, sobre  esta canção de nossas vidas, que canta você em mim e eu em você em tom perfeito e único, em harmonia  de chuva em nossos corpos sobre duas rodas, passeando pela cidade. Em harmonia perfeita como é teus lábios sobre os meus.
Ainda que eu não fale nada, não ouça nada, não mostre nada e mesmo assim você me escute em cada nota daquela canção que tantas vezes escrevemos, como um sonho que acontece, que você imagina com doçura de uma vontade que muitas vezes não ouse dizer.
Ainda que eu não seja tão brilhante, mas deseje te ofertar o que for de mais gostoso, de mais brilhante, de mais lúdico,de mais leve, de mais tranquilo, da maior paz e aconchego,  e que por ora você me seja tão limitado, reticente  e muito , muito, muito... ( conversa interna, de liquidificador. Você entende).
Ainda assim meu amor, os meus dias têm me feito pensar o quanto sou grata por você estar aqui na minha vida.  Ainda assim, eu quero continuar nessa doce espera, porque a certeza de você em mim  e para mim é maior que qualquer historinha mal contada.  Ainda assim eu quero pegar tua mão e te ajudar a ter coragem, te ajudar a sorrir em plenitude. Porque cada dia que Deus me permite ver o teu sorriso e sentir o teu jeito de ser, me faz mais maravilhada com esta dádiva que é te ter ao meu redor. Me cuidando, me querendo, me amando.
Ainda assim, eu quero ainda poder te ver acreditando nos dias, como presente divino, para viver o amor e ser alegre, e ser feliz, e ser belo e ver o belo sem medo de desejá-lo, sem medo do que possa vir a ser. E verdadeiramente apostar na vida e desejar a vida, como sinto você. Para desejar mais em plenitude de sentimento bom que existe em você, e que está guardado em meio a tanta angústia.
Nestes dias juntos, ainda que existam os senãos, saiba que de fato eu  vir para de fato vir, e sou sabedora de que estou indo sempre ao teu encontro, e você virá ao meu lado ou não, e dentro de mim . Isso é fato inexorável.

sábado, 16 de novembro de 2013

Nos 45 minutos...

Pois é, quase no final do jogo, eu venho fazer meu  post e dizer que estou aqui e libertei dois livros, como participação no 7.º BookCrossing Blogueiro, movimento de libertação de livros organizado pela querida Luma do Luz de Luma
Outro dia li uma frase no Facebook que gostei muito: " Livro, meu meio de transporte preferido", notei que traduz perfeitamente parte do que sinto em relação aos livros.  Passei um bom tempo alheia a eles, mas voltei com a carga toda. Quase igual a quando eu era mais jovem  e lia 03 livros ao mesmo tempo, doidice! Estou lendo dois ao mesmo tempo, ou seja, continuo meio maluca. Sou maluca por leitura desde muito jovem. Na verdade desde criança. 
Lembro como se fosse hoje, eu lendo as  coleções inteiras das obras de Graciliano Ramos, Machado de Assis, José de Alencar, a Série Vagalume e tantos outros. Quando adolescente lia aqueles livretos de faroeste o tempo todo, Sem falar nas revistinhas em quadrinhos de Tex a Chico Bento. Lia Fantasma, Cheyenne, e tinham uns que eram do 007, que me fascinavam. Depois li os clássicos: Romeu e Julieta, Hamlet, Édipo, O Velho e o Mar, Os Miseráveis, O Príncipe ( imagina, não entendi quase nada. Minha cabeça quase dá um nó), Sherlock Holmes e muitos da Agatha Christie. Fui crescendo romântica, boba e cheia de imaginação. Conheci lugares que nunca fui. Li Sabrinas, Biancas e Júlias. Ah, eu  tinha coleção dessas revistinhas meio eróticas. Parecidas demais com os famosos 50 tons. Só que muita gente que leu, hoje tem vergonha de dizer que leu. Mas, os galãs dessas revistinhas são iguaizinhos ao Christian GreyCheias de cenas picantes e mocinhos inatingíveis. Era viciadinhaaaaaaa!
Pois bem, um dos livros que estou libertando é o de uma escritora americana chamada Janet Dailey. Segundo a Wikipédia " Seus romances foram traduzidos para dezenove idiomas e já venderam mais de 300 milhões de cópias em todo o mundo." Tenho esse exemplar desde 1993. Uma época em que eu lia muitos romances. Ah, e quer saber eu gostava muito. Todos “água com açúcar”, picantes, eróticos. Bons de viajar! Esse que deixo hoje a quem quiser ler, é A Carícia do Vento. Um livro cheio de detalhes de paisagens americanas do estado do Texas. Foi um dos mais vendidos do New York Times, quando do seu lançamento em 1979.

O outro livro, tenho desde 2006,  Jesus o maior líder que já existiu. É um livro que fala de liderança baseada em pessoas, nos valores humanos. Baseia-se nos ensinamentos de Jesus Cristo , para ensinar educação, construção de idéias e  apoio às relações interpessoais. Conduz a dinâmica em três  forças : autodomínio, ação e relações. A autora Laurie Beth Jones, considera Jesus Cristo um exemplo de liderança a ser seguido: todos nós podemos mudar o mundo. Podemos mesmo! Mesmo que seja só uma pequena parte dele.
Meus pais sempre incentivaram a leitura e eu não me fiz de rogada. Leio desde que aprendi. Em várias fotos minhas quando criança, estou com um livro nas mãos.  Os livros são meus companheiros inseparáveis. Já amei e odiei muitos. Mas tem uns que não esqueço e que me marcaram muito. Sob o Céu de Novgorod , de Règine Deforges, lindo e histórico. Chorei demais quando li. Emprestei e nunca mais vi. Vou comprar outro exemplar. O Perfume de Patrick Suskind- a história de um assassino, instigante e emocionante. A biografia de São Francisco de Assis, uma lição de vida e abdicação. Vou parar por aqui, porque tenho muitos exemplos e o post vai ficar muito grande.
Ia esquecendo, gosto muito de biografias. Estou lendo agora, Vida de Paulo Leminski, que relata de uma forma pitoresca e entrelaçada à sua própria existência, as vidas de Jesus Cristo, Cruz e Sousa, Bashô e Trótski. Estou adorando.
Espero que quem encontre meus queridos livros, os leia e os trate muito bem. E não esqueça de passar em frente.