quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aprendendo...

Me apercebo mais de mim a cada dia,  e descubro que sou pequena demais em relação ao mundo que me cerca. Não aprendi quase nada nesta minha pouca vida e aceito que preciso sempre aprender mais a cada dia. Estudar ou ler, é muito pouco. Há que se viver mesmo, e viver em plenitude. Tento isso, venho tentando e por vezes consigo. O bom de tudo isso é que aprendo de mim. Tenho aprendido muito, e essa certeza da minha própria existência me assusta um pouco. Passei anos e anos da minha vida com um vazio esquisito no peito e na cabeça. Vazio que não não sabia definir, só sabia que existia.  Pensava que era contrita com Deus, que tinha uma relação bem perto com Ele. Engano meu. Mas, em uma certa noite de outubro de 2012, me descobri perto Dele de verdade. E de lembrar disso, meu peito aperta, eu choro, eu me emociono e uma alegria enorme me invade inteira, Ele, o meu Deus me preenche os vazios e ouço de uma voz querida :   
" Hoje tem festa no céuseja bem vinda a família, filha tão amada do Deus altíssimo. Deus ama você tanto, tanto ", e desde então venho aprendendo  cada dia um pouco mais. Meus desertos são pedagógicos , e meus testes tem sido difíceis. Contudo, tenho certeza que serei vitoriosa, lograrei êxito porque tenho tentado me entregar plenamente ao que meu Pai me ensina.  Preciso de mais disciplina, calma e confiança, sou tão falha. Mas, humildemente me ajoelho e peço mais fé, peço parcimônia. Peço pela multidão de misericórdias de Deus. Muita coisa que antes tinha certa importância, hoje não me apraz. Quero felicidade de verdade. Poder me doar mais aos que amo , poder contribuir de verdade com o crescimento do outro.  Para isso, preciso estar forte. Tenho me fortalecido, mesmo que não pareça. E a vitória vai ser doce e profunda. Eu creio!
Estou melhorando, porque Deus me faz melhor. Porque  sou dele, o meu maior amor. Ele que me faz amar sem medidas, porque amor não se mede. Esse amor é que me fez criar meus filhos sozinha, que impõe ao  meu dia a dia, lágrimas  e sorrisos. Emoções que me fazem melhor a cada momento. Esse amor que me move em direção ao meu Deus. Meu Deus, o Senhor do impossível, o que vence todas as batalhas, aquele que é paz e doçura, que morreu por mim e por toda a humanidade. Deus seja louvado, a Ele toda honra , toda a glória, todo louvor e adoração. Ele me ouve e me faz crescer. Ele me faz melhor. Mais conhecedora de mim. Falta muito ainda, todavia, eu caminho, eu espero, eu paro, eu peço, eu oro, eu oro.

" Ele...faz pairar a terra sobre o nada "

terça-feira, 4 de junho de 2013

Meu diário

O amor vive em mim. Posso afirmar isso com tanta certeza e sem exagero me surpreendo por ser assim. Queria um coração mais duro. Não tenho. Por vezes, queria ser mais igual. Queria ser mais cética em relação ao amor que me move. Não sou. Muitos acham que não tenho amor próprio porque amo assim sem medida e sofro tanto quando as coisas degringolam. Não é nada disso. Amo a mim mesma sim, e preciso disso sempre. Me amar!

Contudo, quando amo , amo de verdade. Não gosto de joguinhos e palavras bobas postadas em desafio tácito de quem se acha centrado(a) demais. Gosto de dizer do meu amor, para quem amo. Sei que não preciso mais afirmar isso. Nesta minha curta vida, amei com ardor por três vezes. Um de cada jeito, mas todos fortes. Desta vez , amo como jamais amei e com tanta certeza que , ai meu Deus! Não sou centrada demais, aliás, cansei de ser centrada. De ser a forte. Quero estar forte, é diferente. 
Tenho pedido por misericórdia e benignidade,  e Deus me ouve. Vou ficar forte, vou sim.Sei que meu tempo é insignificante diante da vontade Dele, e me falta paciência . Contudo, Ele supre tudo para mim. A paciência virá. Sei que vou sair vitoriosa e forte quando todo esse deserto acabar. Não sei o meu destino, sei que está escrito no livro da vida que Deus sempre me dá habilidade para  emergir. Vou emergir, tenho andado sufocada, mas a cada dia me fortaleço mais.
Eu amo! Quero muito ele do meu lado, e poder sentir seu hálito quente perto do meu rosto. Os beijinhos leves madrugada afora. A risada límpida, as brincadeiras irônicas, a inteligencia singular. Quero muito poder contar minhas coisas a ele. Compartilhar meus medos e sorrir assistindo um programa qualquer na tv fechada. Tomar um vinho bom de uma Colheita Tardia ou um que nos faça ir a um Porto bem seguro. Segura, é assim que fico quando estou nos braços dele. Os braços do meu amado. Do meu namorado, do meu primo, do meu amor.



sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sábado



“Assim terminou a  criação do céu, e da terra, e de tudo o que há neles. Então abençoou o sétimo dia e o separou como um dia sagrado, pois nesse dia ele acabou de fazer todas as coisas e descansou.”
(Gênesis 2:1, 3 )



Sábado é perola que envolve de brilho, uma semana por vezes enfadonha e turvada pelas mazelas do dia-a-dia, ou pela mesmice. É dia resplandecente, luminoso, cheio de burburinho, brilha mesmo que não tenha sol. 

Pessoas nas ruas indo e vindo, com luzes enfeitando sorrisos e tristezas. Há um quê de correria prazerosa de quem vai às compras, de quem espera alguém, de músicas dissolvidas entre barulhos de carros, conversa de feira, murmúrio de mar. Dia que transborda de expectativas silenciosas, ditas em olhares, falada em sabores, em roupas coloridas que imitam nuances das peles mistas deste planeta imenso, pelo sorriso faceiro da menina que flerta sorrateira, pelas travessuras das crianças livres das imposições semanais. 


Sábado tem personalidade forte, única, indelével. Ora é cheio de rebeldia e vontade; ora calmo e submisso aos desejos dos caminhantes, daqueles que fazem do riso, ingrediente principal de suas vidas, de seus amores. 

Sábado tem jeito de dança, de brisa morna, de novidades antigas, de velhas descobertas. Tem cheiro de música que lateja pelos poros de corpos colantes envolvidos, envolventes. Tem momento de cuidar das plantas de terra úmida, ver o mar, sentir a história contida em livros queridos. É dia de tomar banho de chuva, abraçada ao corpo que me aquece. Que aquece a alma. É dia de sentar-se à mesa juntos para comer comidinha leve, bolo quentinho saído do forno, ou simplesmente envolver-se por olhares repletos de promessas. 

Sábado à tardinha, tem-se vontade de pegar um cinema, passear tendo como destino noite de sensações e emoções esperadas. Tem-se vontade de encontrar bocas que falam de coisas alegres, que cantam sem saber a letra, que beijam com certeza. Bocas que se embriagam pelo descompromisso. 

Dia de sábado não se cumpre horário. Invés disso estende-se roupas no varal, lava-se cabelo, pinta-se unha, possui-se alma. 
Sábado é para respirar sem cronômetro, é para andar descalça pela casa, dançar na calçada, amar sem medida, sem ter o tempo como senhor absoluto. 
Sábado é dia de agradecimento. É presente que papai do céu deu para poder voar sem amarras, e deixar entrar pelas narinas, forte e profundamente, direto à alma, os cheiros, os doces e sensações que este dia trás.



Imagem : google

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Olhos anuviados?

Sábado voando pelos ares amazônicos, cochilando de vez em quando. Pensando nos últimos dias. Dias que me trouxeram olheiras, estômago frágil e uma saudade enorme. Dias de muito trabalho e noites mal dormidas. Tenho tentado melhorar. Deus vê e me segura pela mão. Olho pela janela, as nuvens me comovem e queria estar lá, dentro de uma delas, para quem sabe dormir um pouco. Repenso como tem sido meu sono ao longo desses anos adultos.
Acho que desde os 28 anos, não durmo direito, mas tive intervalos, de sono,  ótimos. Fiz acupuntura, chazinhos e grandes e longas orações. Dormia relativamente bem. Depois começou tudo de novo, Sonhos malucos, pesadelos com assuntos de trabalho. Loucura! Vai ver por isso fiquei diabética tão cedo, e tenho grandes dificuldades de emagrecer.

Uma conversa de facebook, um encontro, um amor descoberto em meio a coincidências. Um amor entre parentes.  É  lícito tá? Voltei a dormir direito. Nos braços do meu querido. Calor? Nunca me importei. Não sinto calor.E o calor dele me vela o sono sempre.Ficar longe dele me tira o sono, o apetite. Loucura!

Continuo olhando as nuvens pela janelinha do avião, e tiro fotos, adoro fotografar. Meu coração está ansioso e cheio de vontade de ver meus amores: filhos, querido, cachorrinho e meus gatinhos. Vejo que tem várias ligações dele , mensagem. Nem sei o que pensar. Porém pensar para que? Coração pensa? Acho que não, não pensa. Retorno e ouço a voz daquele que me tem.
Um "e aí?". típico dele. A voz doce e acariciante, eu me rendo.  Como não me render? Muitos diriam, que sou submissa e que estou mudada. Parece que todo mundo sabe mais de mim, do que eu mesma sei. Todos adoram dar pitacos em assuntos que não lhe dizem respeito e que é de foro íntimo. Culpa minha mesmo, que sou boba e clara como um livro aberto. A ordem agora são mais páginas em branco e capa dura. Ele me tem mesmo, escolho ser dele como jamais fui de alguém, mesmo que isso seja tão complicado ser e ter.

Olho as nuvens novamente, e meu coração até parece leve como aquele monte de algodão à minha frente. Resultado da conversa, do tom de voz, das promessas de um encontro no outro dia. De saber dos meus bichanos, de saber dele, do meu amor. Nem sei o que e como pensar, minha cabeça é um turbilhão de idéias e meu coração apetado querendo sair pela boca de tanta ansiedade. Agora é esperar.  Eu  tenho que aprender a esperar. E somente Deus pode me ajudar nesse quesito. Somente Ele. Se tenho nuvens sobre meus olhos? Tenho certeza que não. Sei exatamente onde piso, onde quero pisar. Tenho problemas. Quem não tem? Entrego a Deus tudo o que sou incapaz de resolver, e Ele ao contrário de muitos, tem sempre tempo para me ouvir e ajudar. Espero então.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Uma Imagem / 140 caracteres - 8ª edição




Na minha estrada, meu coração
muitas vezes dói, 
eu choro, eu sorrio. 
Sei que posso ir. 
Não sei como.


Minha participação no Projeto Uma Imagem / 140 caracteres - 8ª edição do Escritos lisergicos.blogspot.com
Minha primeira vez. Espero voltar mais vezes.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Voz que me acalma, chuva que me enternece

Hoje chove muito aqui no Amazonas.Estou em Manaus a trabalho. Dias de muito trabalho e noites insones. Mas... Sempre quando chove, eu fico alegre, porque a chuva me traz grandes e boas recordações. A última há um mês. Banho de chuva com aquele que preenche meu coração com um amor enorme e quase inexplicável. Banho de chuva nas biqueiras do prédio e nas ruas do bairro. Nós dois de moto, eu agarradinha a ele, sentindo o calor dele me envolvendo. Depois café quentinho com broa de milho, beijos, carinhos e aconchegos. Chuva me faz lembrar dele. Das madrugadas, agarradinha a ele, ou do calor que eu gosto. 
Hoje na hora em que a chuva estava mais forte, ouvi a voz dele. Voz amada, que por tantas vezes sussurrou em meu ouvido tanta coisa boa, ou gargalhou junto comigo por bobagens que nós dois gostamos.
Para mim foi um presente ouvi-lo hoje. Deus sabe porquê. Obrigada Senhor!
Chuva para mim é sinônimo de eu e ele. Das nossas conversas olhando os pingos de chuva na janela do quarto. Do dele ou do meu. Do nosso deep room. É sinônimo de coisa boa que me aquece o coração e o estômago fica mais calmo. Nos últimos dias meu estômago esta uma geléia , balançando de lá pra cá. A impressão que tenho e de que estou em um barco à deriva. Parece que fui nocauteada, e somente com golpes no dito cujo, no meio, bem no meio do estômago.  Grandes socos.
Mas, hoje a chuva me acalmou. O enjoo ficou brando, a voz dele por cinco minutos foi o meu melhor e maior calmante. Mesmo distante, seca, alheia, me acalmou. O amor por ele   é forte e a vontade é grande.
Foi como tomar um chá quentinho em uma tarde fria. Fui aquecida por um timbre. Por uma saudação familiar, pela voz do meu amado, do meu querido.
Agora, é guardar em meu viver o presente que Deus me deu tão meticulosamente. E que é só meu, de mais ninguém  Meu amor sem explicações. Meu querer sem medidas. Meu perdoar sem arrependimentos.  Tudo meu.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pelo prazer de beijos no rosto

 Meus filhos, sobrinhas, amigas , amigos, amor, irmãs , me dizem de vez em quando: você deveria escrever um livro de receitas. Tua comida é uma delícia. Hum,..Coisa boa.
Eu tenho muita vontade de fazer um curso de gastronomia, no ramo da culinária e se possível conhecer vinhos também. O dinheiro é curto e  ainda não consegui realizar este sonho. Ainda.  
Sou viciada em programas de culinária. Fã da Carla Pernambuco, protagonista  do Brasil no Prato,  programa do canal pago Bem Simples. Viajada, inteligente e super simpática, ela põe a mão na massa de verdade. Nada de luvas e frescuras. Ela mesma corta seus legumes, usa diversas ervas e apresenta um programa rico e leve. Só na manteiga que não, diria alguém que conheço. Gosto, também de Homens Gourmet, do mesmo canal. Gosto por causa do charme dos meninos, e do jeito descontraído que eles conduzem a programação.
Há uma semana assisti Anthony Bourdain, junto do meu querido.  Minha boca enchia de vontade de comer aqueles pratos que pareciam tão apetitosos. Contudo as sensações mais gostosas eram as vindas dos nossos olhares que coincidentes queriam a mesma coisa. Gostoso mesmo,  foi sentir os beijinhos do meu amor no meu rosto.

Mas, nos últimos dias não tenho vontade de cozinhar nada, nem de comer. Coisas de tristeza, eu acho. Coisas de decepção. De engano. De mentira. Tudo dói em mim. Quero minha paz restaurada. Quero meus dias de sorrisos claros e sinceros. Será que sou uma porta? Muitas vezes penso assim. Ou passei duas vezes na fila da burrice emocional? Acho que sim.
Talvez mais que duas. Tenho mania de crer demais na humanidade. E a humanidade é desumana.
Erro demais! Deus há de perdoar minhas iniquidades, meus sucessivos erros e me dar um coração cheio de renovo. Post confuso este. Comecei falando de prazer e me emaranhei por dizer da minha profunda tristeza e dor. Deus tem piedade de mim, que estou trêmula de ansiedade, triste por mim mesma e quase sufocando. Quanto a confusão do post, paciência! Eu estou meio perdida e pronto: me dou o direito de divagar. De orar em meio a assuntos gastronômicos e de chorar o tanto que eu quiser. Tudo que eu queria agora era um coracao leve e beijos bem pequenos no meu rosto, de madrugada, de manha cedo, dadas pelo homem que eu amo, o homem que Deus colocou na minha vida, e que eu ainda nao sei porque.